Telas

de João

Xavier

João Xavier apresentou a exposição 33 Pinturas a óleo sobre chapa de
alumínio tratadas com prime e gesso
na Biblioteca Alceu Amoroso Lima,
através do Departamento de Biblioteca Pública da Secretaria Municipal de Cultura.

As 33 telas são limitadas num espaço geométrico de 25cm x 25cm. "Um processo em abertura, se desdobra para além de pontos cardeais imaginários; escapa do compasso quaternário de um plano objetivo, mensurável, terminado, " escreve Paulo Ramos Machado. "E tudo se completa pela cuidadosa composição: o desenho, as cores e as formas flutuam, buscando correspondências entre o que se vê e o que se sente. O que se vê nas soluções plásticas chega a ser instigante. É um ardil inteligente de João Xavier. O improvável se torna matéria de encanto. O que parece indefinível se define pelo prazer da contemplação," completa.

 

João Xavier cursou arquitetura na FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo) da USP, onde foi professor assistente de Desenho Artístico (1963), Desenho Industrial (1964) e de Comunicação Visual (1965 a 1974).Fez curso de metadesign com Van Onck (1968), Teoria da Informação com E.R. Carvalho Mange (1966) e Comunicação de Massa com Umberto Eco (1968). Desde 1968, Xavier participa de exposições coletivas como a do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1968), e a do Museu da Imagem e do Som de São Paulo (1979). Sua primeira exposição individual aconteceu em 1978, na Galeria Itaú, em São Paulo, ainda expôs individualmente na Galeria Artespaço em Recife (1982), no Paço das Artes em São Paulo (1983), entre outros espaços. Em arquitetura, ganhou o primeiro lugar nos concursos do Paço Municipal de Osasco (1991) e o do edifício administrativo da Universidade Federal de Uberlândia (1998). Trabalhos de destaque estão o projeto para a Igreja do Colégio Santo Américo no Morumbi, em São Paulo, o edifício de cursos da FUNDAP -Fundação para o Desenvolvimento Administrativo (1980) e o Edifício para o Sedes Sapientiae (1975).

 

"Colorista que domina a cor como quer e deseja, João Xavier, propõe a exaltação
da natureza, não apenas a limpeza absoluta (mas utópica), como também
a consagração de um paraíso ecológico onde o Homem nunca está
presente."
Olney Krüse (1978)

 

 

" Há dois anos tive a oportunidade de ver
pela primeira vez pinturas de João Xavier,
paisagens de extrema delicadeza relacionadas
com o céu e as nuvens, que logo
me convenceram da sua estatura de pintor,
das maiores surgidas entre nós
nos últimos tempos."
Mário Schenberg (1982)

 

"O que é mais nítido na pintura de João Xavier é a sua intencionalidade. Nada parece
ter sido deixado por acaso. Tudo é nitidamente escolhido. O ato de vontade do pintor
está sobreposto a qualquer outra possibilidade. As imagens foram selecionadas no
seu psiquismo e com extraordinária determinação foram executadas conforme intenção
planejada."
Jacob Klintowitz (1983)

"João Xavier está desenvolvendo uma atividade lúdica com a cor. Ela não é coadjuvante
da figura e não participa da obra como um mero efeito cromático. A cor é manifesta como
uma entidade viva e absoluta e capaz de multiplicar-se e espargir-se ao infinito. Ela é l
uminosidade, forma, composição e mensagem de si própria."
Radha Abramo (1988)

"Quadrados de alumínio, pintados a óleo com uma técnica requintada, pacientemente,
demoradamente... Torna-se uma oferta de João Xavier a todos que se interessam e se
encantam com a arte da pintura, como esta, de excepcional
qualidade."
Paulo Ramos Machado (2001)


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