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Lançamento do CD
Patrícia Bretas interpreta Ronaldo Miranda/Obras para Piano

 

Dia 16 de março, sábado, às 11h, acontece o lançamento com recital do CD Patrícia Bretas interpreta Ronaldo Miranda/Obras para Piano na Sala do Coro da Sala São Paulo. A sessão de autógrafos será na Loja CLÁSSICOS. O CD traz praticamente toda a obra do compositor para o teclado. Bilíngue, nos breves textos há relatos de quando as obras foram escritas, a quem foram dedicadas, interpretações e gravações. Três obras são para piano a 4 mãos com a participação da pianista Josiane Kevorkian. O CD foi gravado pela Cia. Do Gato no Estúdio Paulus com um piano Steinway & Sons D – Hamburg. Patrocínio: Marco Antonio Palermo. O recital é gratuito com uma seleção de obras do CD (Estrela Brilhante, Três Micro-Peças, Variações Asorovarc, Toccata, Prólogo, Discurso e Reflexão, Valsa Só e Prelúdio e Fuga). Distribuição de senhas a partir das 10h30.

Esta é a primeira vez que se produz um registro sonoro em conjunto da obra pianística de Ronaldo Miranda, reunida em um só CD, documentando uma trajetória de 40 anos na sua produção para o teclado (de 1965 a 2005). O compositor escolheu para essa tarefa a pianista Patrícia Bretas, que já interpretou – e gravou isoladamente - diversas obras de sua autoria, citando-se entre elas as peças para piano a quatro mãos (com Josiane Kevorkian) e Recitativo, Variações e Fuga, gravada em Praga com o violinista  Jaroslav Sonsky. Patrícia participou também da estreia de Cal Vima (voz, piano e violoncelo), que Ronaldo escreveu sobre texto de Gerardo Vilaseca, e da estreia brasileira de Festspielmusik (composta na Casa de Brahms, em Baden Baden), para dois pianos e percussão. Tem mantido em seu repertório peças solo do autor e foi ainda solista do seu Concertino para Piano e Orquestra de Cordas, em tournée europeia.

Em seu texto de apresentação do CD, Marco Antonio Palermo afirma: “Ronaldo Miranda traz para a sociedade uma música mais do que brasileira, universal, autêntica e independente de modismos e do brilho ilusório dos jogos de efeitos fáceis, mas vazio de significado. Sua obra ergue-se sobre estruturas sólidas, perfeitas, e busca a síntese entre o passado e o contemporâneo, para criar algo novo, que expressa séria e profundamente as emoções da alma humana.”

Faixas:

1 Estrela Brilhante (1984) 6:03 BR-PAO-12-00001

Três Micro-Peças (2001) 4:07

2 Incisivo 1:10 BR-PAO-12-00002

3 Lírico 1:19 BR-PAO-12-00003

4 Lúdico 1:48 BR-PAO-12-00004

 

5 Variações Asorovarc (2002) 9:37 BR-PAO-12-00005

Suíte nº 3 (1973) 7:02

6 Allegro 1:52 BR-PAO-12-00006

7 Allegretto 1:41 BR-PAO-12-00007

8 Lento-Mais animado-Enérgico.Lento 1:54 BR-PAO-12-00008

9 Allegro gracioso 1:29 BR-PAO-12-00009

 

10 Toccata (1982) 4:32 BR-PAO-12-00010

 

11 Prólogo, Discurso e Reflexão (1980) 5:51 BR-PAO-12-00011

 

12 Valsa Só (2005) 1:26 BR-PAO-12-00012

Prelúdio e Fuga (1965) 2:58

13 Prelúdio 1:19 BR-PAO-12-00013

14 Fuga 1:39 BR-PAO-12-00014

 

15 Frevo (piano a 4 mãos) (2004) 5:30 BR-PAO-10-00001

 

16 Variações Sérias sobre um tema de Anacleto de Medeiros (piano a 4 mãos) (1998) 10:59 BR-PAO-12-00015

 

17 Tango (piano a 4 mãos) (1991) 6:29 BR-PAO-12-00016

 

Detalhes das obras do CD

Suíte nº 3

Foi escrita em 1973, quando o autor ainda era aluno do Curso de Composição da UFRJ, na classe de Henrique Morelenbaum.  A linguagem situa-se num modalismo brasileiro, às vezes com leve sabor francês. A peça procura recriar, livremente, os movimentos da suíte barroca. Assim, o primeiro movimento (Allegro) é uma espécie de Prelúdio, em pequena forma ternária; o segundo movimento (Allegretto) funciona como uma Alemanda (pequena forma binária), temperada com eventuais mudanças de compasso e alterações harmônicas. O terceiro movimento apresenta um tema lento de sabor villalobiano (a guisa de uma Sarabanda), que gera duas variações e depois se repete. E o quarto, e último movimento, é um Rondó, com características nitidamente brasileiras. A Suíte nº 3 foi editada pela Vitale, na coleção “Obras Selecionadas por Guerra Peixe”.

Prólogo, Discurso e Reflexão

A obra foi escrita em 1980 para o pianista José Carlos Cocarelli que a estreou no Panorama da Música Brasileira Atual, na Escola de Música da UFRJ. Pouco depois, Roberto Szidon promoveu a estreia europeia da peça, no Queen Elizabeth Hall, em Londres. A linguagem é livremente atonal, pertencendo a uma fase que o compositor inaugurou em 1977, com sua obra Trajetória (para soprano e conjunto de câmera). A peça tem três seções: o Prólogo é uma espécie de Recitativo, o Discurso se assemelha a uma Toccatina e a Reflexão consiste num Fugato bem lento, pontilhado de manchas sonoras, em atmosfera etérea. A primeira gravação da obra foi feita pela pianista Maria Teresa Madeira, para o selo Rioarte Digital.  Prólogo, Discurso e Reflexão foi ouvida na X Bienal de Berlim (1985) e na série Sonidos de las Americas/Brasil, realizada em 1996, no Carnegie Hall (Nova Iorque).

Toccata

Tal como o Prólogo, Discurso e Reflexão, a Toccata pertence ao período livremente atonal do autor. Tecnicamente difícil e bastante virtuosística, a Toccata foi dedicada à pianista Estela Caldi, responsável pela estreia da obra e por sua primeira gravação, em disco do Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ.  A peça tem a forma de um Rondó (ABA’CA’’), em que o refrão (A) – tenso, fluente e enérgico - sempre reaparece com algumas modificações, enquanto as duas estrofes possuem caráter completamente diversificado : a primeira (B) exibe um evidente conteúdo melódico, ao passo que a segunda (C) oferece um nítido caráter pontilhista,  que posteriormente se dilui em manchas sonoras. Os retornos do refrão são precedidos por vigorosas transições, que reforçam o caráter virtuosístico da obra.

Estrela Brilhante

Dedicada ao pianista Caio Pagano, a peça foi composta em 1984, por encomenda do Conselho Interamericano de Música da OEA, em Washington. O objetivo era a gravação de um disco dedicado à música latino-americana, para o qual, no âmbito brasileiro, foram também indicados (e contemplados com a mesma encomenda) Camargo Guarnieri e Almeida Prado. O projeto, contudo não chegou a se concretizar plenamente e a estreia da peça foi feita por Maria Teresa Soares, responsável também pela primeira gravação da obra, em disco do Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ. Trata-se de uma paráfrase bastante virtuosística sobre o tema folclórico Estrela Brilhante, também conhecido como Estrela do Mar, que inspirou igualmente outros compositores brasileiros, como José Vieira Brandão. A obra faz parte da fase néo-tonal do autor, inaugurada, instrumentalmente, com a Fantasia para saxofone alto e piano, meses antes, nesse mesmo ano de 1984.

Três Micro-Peças

A obra foi composta em 2001, por encomenda do Conservatório Brasileiro de Música, para o ciclo “Três Séculos de Piano”, na Sala Cecília Meireles, com curadoria de Cecília Conde e Luís Carlos de Moura Castro. A estreia coube à Maria Teresa Madeira e a primeira gravação à Rosiane Lemos no CD “Memória da Música Latino-americana”. A primeira das micro-peças – Incisivo – tem caráter de Recitativo, em linguagem livremente atonal. A segunda, Lírico, procura, num pequeno trecho monotemático, valorizar a expressividade da textura melódico-harmônica. E a terceira, Lúdico, flui em atmosfera burlesca, mais próxima de um néo-tonalismo. A peça já faz parte da última fase do autor, que procura fundir e sintetizar as características dos períodos anteriores.

Variações Asórovarc

Composta em 2002, a peça é original para cravo solo e foi dedicada à Rosana Lanzelotte.  Vários pianistas, porém, já estudaram e apresentaram esta obra. Trata-se, na verdade, de uma série de variações sobre o tema folclórico brasileiro O Cravo Brigou com a Rosa. As variações se sucedem, mas o motivo principal só aparece ao final. A palavra “Asórovarc”, que está no título da peça, é na verdade um anagrama de “Cravo-rosa”.

Valsa Só

Escrita em 2005, a Valsa Só foi composta especialmente para o Concurso de Piano de Ituiutaba, Minas Gerais, que, naquele ano, homenageou o autor. É uma peça singela, de estrutura ternária simples, com caráter modinheiro e proposital ênfase no aspecto melódico.


Prelúdio e Fuga

Embora revisada em 2005, para o Concurso de Piano de Ituiutaba, esta obra foi composta no ano de 1965, quando o autor tinha 17 anos de idade e ainda não havia ingressado no Curso de Composição da UFRJ.  Na verdade esse Prelúdio e Fuga consiste, respectivamente, no primeiro e no último movimento da Suíte nº 1, de Ronaldo Miranda. O autor resgatou-os dessa sua primeira tentativa composicional, transformando-os numa peça autônoma.

Tango

Composto em 1991, para piano a quatro mãos, o Tango foi dedicado a Marcelo Alvarenga e Zaida Valentim, que promoveram sua estreia na Sala Cecília Meireles neste mesmo ano. A obra se baseia em fragmentos de escalas octatônicas (em células descendentes de apenas quatro notas), usadas livremente, em diversas combinações, no decorrer da composição. A estrutura geral é a de uma forma ternária, com uma seção central bastante lírica. São evidentes as influências de Bartók e Piazzolla. A peça termina com uma coda brilhante e virtuosística.

Variações Sérias (sobre um tema de Anacleto de Medeiros)

A obra foi composta originalmente para quinteto de sopros, no ano de 1991. O próprio compositor transcreveu-a, em 1998, para piano a quatro mãos. A estreia da versão para sopros foi feita pelo Quinteto Villa-Lobos; já a versão para piano a quatro mãos teve sua primeira audição a cargo de Patrícia Bretas e Josiane Kevorkian, que promoveram também sua primeira gravação.  A peça trata com rigor bachiano o tema de Anacleto – o schottisch Yara, depois conhecido como Rasga Coração – e propõe em seguida uma série de variações sobre este motivo. A atmosfera sonora denota reminiscências da música portuguesa e da música popular carioca, de sabor urbano, bem como a sonoridade dos coretos, com bandas de música, nas cidades do interior. O autor dedicou a versão para piano a quatro mãos de Variações Sérias ao Duo Bretas-Kevorkian.

Frevo

Também escrita para piano a quatro mãos, no ano de 2004, a obra foi dedicada a Sonia Maria Vieira e a Maria Helena de Andrade, que promoveram sua estreia no Centro Cultural Banco do Brasil, dentro da série “Do outro lado do Carnaval”. A atmosfera musical da peça procura ser alegre e contagiante, evocando o ritmo característico da dança pernambucana, bem como explorando motivos típicos do carnaval brasileiro.

Ronaldo Miranda nasceu no Rio de Janeiro em 1948. Estudou Composição com Henrique Morelenbaum e Piano com Dulce de Saules, na Escola de Música da UFRJ. Começou sua carreira como crítico de música do Jornal do Brasil e intensificou seu trabalho como compositor a partir de 1977, quando obteve o 1º Prêmio no Concurso de Composição para a II Bienal de Música Brasileira Contemporânea da Sala Cecília Meireles, na categoria de música de câmera.

Recebeu vários prêmios em concursos brasileiros de composição, bem como o Troféu Golfinho de Ouro (1981) e o Prêmio APCA (Melhor Obra Orquestral de 1982). Laureado no Concurso Internacional de Composição de Budapeste (1986) e condecorado com a Ordem das Artes e das Letras pelo governo francês (1984), Ronaldo Miranda participou de inúmeros festivais internacionais, citando-se entre eles o World Music Days (Aarhus/1983 e Budapeste/1986), a X Bienal de Música de Berlim (1985), o Aspekte Festival (Salzburgo/1992), a série Musiques Del Nostre Temps (Palma de Mallorca/1992), a série Sonidos de las Américas/Brasil (Nova Iorque/1996) e a Semana de Música Brasileira (Karlsruhe/2000).

Em 2003, participou do projeto Amazônia Deslendada (Berlim/Bayreuth), e foi compositor residente na Brahmshaus de Baden-Baden. Em 2004, estreou seu Concerto para 4 Violões e Orquestra com a Baltimore Symphony e o Brazilian Guitar Quartet, durante o I World Guitar Congress (Baltimore). Em 2008, esteve presente à série Klang der Welt, na Deutsche Oper Berlin.

Seus últimos prêmios incluem o Troféu Carlos Gomes (2001) e novamente o Prêmio APCA (2006), pela ópera A Tempestade. Grande parte da sua produção está registrada em CDs e DVDs dos selos Naxos, Delos, Granary, Lorelt, EMI, Mel Bay, Kuarup, Dynamic, EGTA, Biscoito Fino e RioArte Digital. Suas obras têm sido executadas nas principais salas de concerto do Brasil e do exterior. Muitas delas foram comissionadas por instituições do porte do Ministério da Cultura do Brasil, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Sala Cecília Meireles, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Fundação Vitae, Funarte, Centro Cultural Banco do Brasil, Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, Organização dos Estados Americanos, Apollon Stiftung, Antonio Meneses, Towson University e Erik Westberg’s Vokalensemble.

Foi Vice-Diretor do Instituto Nacional de Música da Funarte, Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Diretor da Sala Cecília Meireles. Atualmente, é Professor de Composição do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. É membro da Academia Brasileira de Música. Site: www.ronaldomiranda.com

Patrícia Bretas

Carioca, estudou com Maria da Penha e Myrian Dauelsberg no Brasil, e Eliane Richepin em Paris. É Professora de Piano da Escola de Música da UFRJ desde 1997. Venceu concurso Sul-americano em São Paulo (1995) e passou a tocar  nos palcos de todo o Brasil e da Europa. Desde 1995 forma o duo pianístico Bretas-Kevorkian e manteve duo com o violinista sueco Jaroslav Sonsky entre 2001 e 2009. Solista de várias orquestras brasileiras, estreou em 2006 como solista de importantes orquestras européias, e gravou diversos programas para TV e Rádio, entre elas a “Magyar Rádió” de Budapest, a “Cesky Roszlas” de Praga e a “Swedish Radio” de Stockholm. Tem três CDs lançados (“Bretas-Kevorkian” / “Czech and Brazilian music”, Prague / “Patrícia Bretas – piano solo”) e participações em CDs brasileiros diversos. Foi solista nos Festivais Internacionais de Junsele (Suécia), “Música e Poesia” (Praga), “Martinu” (Policka-República Tcheca), Pardubice (República Tcheca), Budapest, e de Bratislava (Eslováquia). Em 2009 foi solista da Orquestra Sinfônica de Norrköping tocando o Concertino de Martinu em imponentes teatros de seis cidades, incluindo o Slovak National Theater em Bratislava (Eslováquia) e o Rudolfinum de Praga. Em 2010  lançou seu CD solo  sob o patrocínio do OUROCAP, tocando em 13 cidades do Norte ao Sul do Brasil. Em Maio.2011 fez o lançamento em Luxembourg-Berlin-Praga e em Setembro, em Rakovnik-Prostejov-Policka. Site: www.patriciabretas.mus.br

Duo Bretas e Kevorkian

Formado pelas pianistas Patrícia Bretas e Josiane Kevorkian, o duo Bretas-Kevorkian é um de nossos mais prestigiados duos camerísticos, e tem sido responsável por importantes estreias mundiais de obras brasileiras, algumas a ele dedicadas, pois desde 1995 tem procurado difundir a música brasileira de concerto no Brasil e no Exterior. Conquistou o 1º lugar no Concurso Artlivre de Duos em São Paulo, e desde então tem sido convidado a participar de gravações em diversos CDs e em programas para rádio e TV. Foi solista convidado de algumas orquestras, como a Orquestra Sinfônica Brasileira e Cia Bachiana Brasileira. Seu 1º CD, “Bretas-Kevorkian”, traz obras inéditas brasileiras para piano a 4 mãos e para 2 pianos, além da versão original para 4 mãos de A Sagração da Primavera, de Stravinsky.

O duo tem atuado em importantes séries e festivais no Brasil, assim como na França, Inglaterra, República Tcheca e Alemanha, sempre com muito sucesso de público.

Ficha técnica do CD:

CD Patrícia Bretas interpreta Ronaldo Miranda/Obras para Piano

Compositor Ronaldo Miranda

Pianista Patrícia Bretas

Em três obras a 4 mãos, participação da pianista Josiane Kevorkian

Patrocínio Marco Antonio Palermo

Produtor Executivo Marco Antonio Palermo

Direção Musical Ronaldo Miranda e Patrícia Bretas

Selo Independente

Engenheiro de Gravação José Luiz Costa e Gustavo Garcia (Cia do Gato)

Gravado no Estúdio Paulus em 28 e 29 de junho de 2012 - São Paulo, Brasil

Edição Gustavo Garcia

Mixagem José Luiz Costa

Masterização Percival Grossi

Piano Steinway & Sons D - Hamburg

Design Gráfico Angélica de Carvalho

Fotos Guido Paternò Castello

Versão para Inglês Carla Bretas

Prensado em Manaus – AMZ

Serviço do lançamento:

Lançamento do CD Patrícia Bretas interpreta Ronaldo Miranda/Obras para Piano

Recital com a pianista Patrícia Bretas

Duração do recital – 45 minutos

Data: 16 de março, sábado, às 11h

Local: Sala São Paulo - Sala do Coro. Entrada franca. Distribuição de senhas a partir das 10h30

Praça Júlio Prestes, 16 - Santa Cecília, São Paulo

Após o concerto, haverá sessão de autógrafos na Loja CLÁSSICOS 
Informações: tel. (11) 3337-2719

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