O Amor é Fodido volta ao Teatro Commune nos dias 7 e 8 de março

Depois do sucesso da estreia em janeiro de O Amor é Fodido da Cia João Garcia Miguel de Portugal na 1ª Mostra Gargalhão de Teatro Cômico, o espetáculo volta ao Teatro Commune, nos dias 7 de 8 de março. A obra é intensa, poética e divertida inspirada no universo de Miguel Esteves Cardoso. A interpretação é de João Garcia Miguel.

João Garcia Miguel em O Amor é Fodido – Foto de Mário Rainha Campos

Sinopse: Uma obra que trate do amor com todas as peças – uma espécie de Romeu e Julieta contemporâneo em que os amantes se enganam reciprocamente suicidando-se para o amor, continuando apesar de tudo: vivos. Há uma resistência, uma vontade de se começar o que ainda não se começou. O amor dá muito trabalho e perdura até ao dia da nossa morte.

Há uma vontade de rir e de nos divertirmos com a vida. Com tudo o que dói e tudo o que nos alegra. Preparem-se as ferramentas. Digam-se coisas. Fale-se incessantemente do amor. Quando chegar o momento, deixaremos de ser homens e mulheres. Seremos apenas seres fodidos. Reconheceremos o nada e tudo o que somos. Desesperados por recomeçar. Forçamos a inteligência com as habilidades do amor até que o amor se foda. A inteligência começará então a desaparecer. Mas voltaremos a insistir, afinal somos amorosos e humanos. Há momentos em que parece que quase vemos. Depois continuamos cegos.


As obras literárias por um estranho fascínio que as recobrem tornam-se mitos, perduram no tempo. Em direto e em diferido. Falam com aqueles que as leem e com os outros que nada sabem delas porque apenas ouviram dizer. As obras mais atraentes e enganadoras são aquelas que se apresentam como testemunhos íntegros e insuspeitos que lhes dão um valor de certeza definitiva. Os autores, os sofredores dos fatos, limitam-se a descrevê-los tal como nós os teríamos vivido. Parece que somos atirados de corpo e mente para dentro daquilo que foi feito e que agora nos é narrado. Levam-nos a acreditar que estamos ali. Somos o ator e afinal estamos vivos. Há uma completa identificação.

João Garcia Miguel em O Amor é Fodido – Foto de Mário Rainha Campos

É o caso da obra: O Amor É Fodido do Miguel Esteves Cardoso. É um livro de uma época e de um estranho personagem que por lá sobreviveu. Todos lá estivemos e por lá vivemos: no amor e no que no amor nos fode.


Qual é, então, a vantagem, de o contar de novo? Ou de o vestir de novo? O autor diz-nos que há algo de sinistro numa mulher que só usa roupa uma vez. Como haverá, dizemos nós, algo de identicamente sinistro em vestir sempre a mesma roupa. É igual com o amor. Há algo de pecaminoso em vestir-nos de amor uma vez e de novamente repetir a dose. Ao entrar para dentro do círculo amoroso fica-se marcado para a vida.


Quem lhe experimenta o sabor percebe que a coisa vai correr bem e surpreende-se depois: mas afinal a coisa pode correr assim tão mal? Quando o abismo chega pergunta-se: porque é que nos fodemos com o amor? Porque não resistimos. É do mal que nos faz. E já agora do bem que nos deu. Parece estar mesmo a pedir. E o que é que nos pede o amor? Pede que algo em nós se mostre: o mostrengo que se esconde e habita nas profundezas. Pede ao monstro que saia. O amor pede que essa parte de cada um de nós se mostre e em simultâneo se esconda.


É por isso que o amor é fodido. Tudo o que não resistimos de mostrar através do amor tem logo em seguida a necessidade de se esconder. As testemunhas, os documentos, os gestos, os traços, as cicatrizes, as lágrimas e os sorrisos obscurecem o amor, pois tudo o que fazemos são estratégias para o disfarçar e foder.


Encolhemos o rabo para esconder tesão. Quem nunca? Ou interrompemos a coisa e fazemos uma pausa para falar da lista das compras.
Vamos ficando cegos. E continuamos.

João Garcia Miguel em O Amor é Fodido – Foto de Mário Rainha Campos

Ficha Técnica

Texto – Miguel Esteves Cardoso

Adaptação, Encenação e Espaço Cénico-  João Garcia Miguel

Interpretação –  João Garcia Miguel

Coreografia & Direção Técnica-  Gonçalo Lobato

Assistente de Direção – Paulo Oliveira

Equipa Técnica –  Clemence Peytoreau

Figurinos –  Rute Osório de Castro

Direção Executiva –  Suzana Durão

Fotografia –  Mário Rainha Campos

Costureira –  Teresa Matos

Criação –  João Garcia Miguel

@companhiajgm

Link https://youtu.be/MkMl_s7CW0g?si=KBdw_Q0HACckfX36

João Garcia Miguel em O Amor é Fodido no Teatro Commune em janeiro – Foto divulgação

Serviço

Dias 7 e 8 de março, sábado, às 20h e domingo, às 19h
O Amor é Fodido da Cia João Garcia Miguel de Portugal

Teatro Commune @teatrocommune – São Paulo
Rua da Consolação, 1218, Consolação –  01302-001, São Paulo/SP
Fone: (11) 97665 2205 – São Paulo – São Paulo

Próximo ao Metrô Higienópolis-Mackenzie
Capacidade: 99 lugares + 1 Cadeirante

Ingressos R$ 50,00 e meia-entrada
Sympla https://www.sympla.com.br/evento/o-amor-e-fodido/3318089

Duração: 80 minutos

Link fotos – https://drive.google.com/drive/folders/1rYjRqFAhKOgmdKPv5ofkBVncpdY0Fu7j?usp=sharing

Assessoria de imprensa do Teatro Commune
Miriam Bemelmans

miriam@bemelmans.com.br
(11) 99969-0416
https://www.bemelmans.com.br
Instagram: @mbemel

Sócia-diretora da Bemelmans Comunicações, empresa de assessoria de imprensa. É formada em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero de São Paulo. Fez Curso de Assessoria de Imprensa para empresas em momentos de crise.
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